Avançar para o conteúdo principal

Testes psicométricos

Olá. Espero que estejam bem em casa ou num ambiente controlado e a manter-se ativos neste período. O assunto de hoje tem a ver com marketing , de certo modo, mas sobretudo com o mercado de trabalho, acessibilidades e as barreiras que alguns de nós encontram nos processos de seleçãoo das empresas, que são cada vez mais sofisticados. Para a maioria de nós, sobretudo quando estamos à procura de um emprego digamos "convencional", o processo normalmente inclui uma candidatura, o envio de um CV e talvez uma carta de apresentação, e por fim rondas de entrevistas. No entanto, esse já não é o paradigma para todas as empresas ou todos os processos de seleção.  Recentemente inscrevi-me em duas oportunidades para ganhar curriculo e talvez fazer algum dinheiro por conta própria e deparei-me com testes psicométricos. Ora, não foi a primeira vez que eu ouvi falar deste tipo de processo de seleção, pelo que perceho hoje passa-se por eles para se trabalhar até num call ce...

Teletrabalho - é mesmo o que parece?

Estamos a 20 de março, entra hoje a Primavera, o COVID-19 entrou em Portugal há 3 semanas salvo erro, estamos em contenção há uma semana, e em Estado de Emergência há dois dias - isto é só para contexto.

Eu estava a estagiar e estou efetivamente em Teletrabalho permanente há uma semana. E começo a entrar na frase em que começo a questionar tudo e mais alguma coisa, desde a segurança do projeto de vida em que estava a trabalhar até à forma como a nossa sociedade vai sair desta crise.

Sobretudo, quesriono-me sobre toda esta questão do Teletrabalho.

Imagem via Unsplash
Desde que formei que sempre fiz teletrabalho, e teleestudo, fosse para mim ou para ganhar uns trocos escrevendo para clientes pelo mundo fora. Já fiz isso durante muito tempo, e o que eu descobri é que sabe bem por uns dias, ocasionalmente, mas em geral não gosto.

Quando se está em teletrabalho para os outros, tem de se esrar ainda mais disponível do que quando se vai a um escritório. Não há o "não trazer o trabalho para casa", porque ele está em casa. Não há horários...nem para nós nem para quem nos dá tarefas. Podemos ser solicirados logo de manhã ou de noite, quando já devíamos estar a descansar.

Não se ganha tempo algum, porque mesmo que não se esteja com tarefas, temos de estar disponível pelo menos no horário em que é suposto estarmos a trabalhar - se arriscarmos podemos ser interrompidos no meio de uma ronda de flexões, ou de uma série, ou da limpeza da casa.

Por isso o único tempo que se ganha é nas deslocações que não fazemos. E eu pergunto-me quanto tempo vai demorar até tentarem abolir os subsídios, justamente por não nos deslocarmos nem comermos fora de casa.

Portugal está a descobrir o teletrabalho, mas se ele funciona para multinacionais e a curto prazo, o dia em que a população geral - patrões em particular - descubra que se pode fazer quase tudo remotamente, assusta-me.

Porque agora, é uma situação ad hoc, está a tratar-se o teletrabalho como trabalho normal - e depois disto? Vão fechar os escritórios porque as pessoas podem trabalhar de casa? Vãp isolar-nos ainda mais? Vão tornar a nossa vida completamente digital?

E quem paga os recursos que gastamos em casa? Telemóveis, internet, papel, energia....

É claro que exisrem vantagens no teletrabalho - flexibilidade para ir fazer as tarefas de casa a meio do dia, ir a serviços que normalmente não se pode ir porque se está num escrit+orio, fazer exercício, ter um encontro rápido, não estar limitado na comida que temos ao dispor...

Mas esses benefícios todos só existem enquanto somos os únicos...se tudo se tornar remoto e virtual, de que serve ter liberdade?

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Parar é Morrer

Olá.  Estou de volta. E decidi fazer este artigo porque a ironia me parece deliciosa. 3 dias parada e venho dizer que não se pode parar. Mas infelizmente é verdade hoje em dia. O mundo avança a um ritmo vertiginoso, a Internet "vomita" mais informação do que muitos de nós conseguem processar e qualquer paragem pode custar-nos muito: dinheiro, vantagem competitiva, ficar desatualizado em relação aos outros e à industria em que trabalhamos são só alguns exemplos. Isto é particularmente verdade para o entretenimento, a comunicação e claro, o marketing digital. A necessidade de estar ativo nota-se particularmente nas redes sociais. O Facebook manda-vos uma notificação a dizer que "X pessoas gostam da tua Página e querem saber de ti". O Instagram faz o contrário - envia uma notificação de que alguém publicou pela primeira vez desde há muito tempo.  "Longe da vista, longe do coração" - nunca foi tão verdade. Podemos queixar-nos do Spam , mas...

"A Viver de Palestras"

Desculpem lá se me estou a desviar do assunto, mas há realmente coisas de que eu preciso de falar e que eu acho que se enquadram perfeitamente aqui. Até porque neste caso em particular estamos a falar de marketing pessoal, que também importa e muito. Tenho cá em casa uma revista e ontem deparei-me com uma artigo com o título deste que estão a ler - "A Viver de Palestras". E referia-se ao Paulo Azevedo. Eu confesso que nunca lhe prestei atenção até ter estado no DDC Samsys há uns meses atrás, mas a dita palestra que ele deu nesse dia foi avassaladora para mim, em particular. Na realidade, ajudou a colocar-me no  caminho em que estou neste momento. E odeio ver isso a ser menosprezado. DDC Samsys Lá porque uma pessoa não está a fazer exatamente aquilo a que se propôs na vida e não está na ribalta, não quer dizer que esteja num mau momento. Muito menos a ganhar 1250€ por palestra. E verdade seja dita, se uma pessoa tem algo a dizer que inspira e muda a vida dos out...

Porque é que os meus artigos são curtos?

Porque eu quero que assim seja. E porque não quero que fujam daqui em 2 segundos só de olhar para o tamanho dos artigos. Eu sei - com um artigo curto se calhar fogem em 10 segundos...ou então ficam mais 2 minutos e dão uma vista de olhos no resto do contendo. Estou certa? Existe um paradigma que parece sugerir que tudo o que é informativo tem de ser longo e ter muita informação: uma aula, uma notícia, um artigo académico. É assim em todas as áreas da nossa vida, e em qualquer parte do mundo. Mas primeiro de tudo - este blog não é académico, apenas pretende ser informativo. Segundo - as pessoas têm uma atenção cada vez mais reduzida e visão mais cansada de estar o tempo todo a olhar para ecrãs. O que é que eu concluo? Ninguém quer ler artigos longos, muito menos vindos de mim. Foi por essa razão  que decidi assentar este blog em princípios jornalísticos. Isso quer dizer que os artigos são relativamente curtos e sucintos, não despejam demasiada informação e são mais fáceis ...