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Testes psicométricos

Olá. Espero que estejam bem em casa ou num ambiente controlado e a manter-se ativos neste período. O assunto de hoje tem a ver com marketing , de certo modo, mas sobretudo com o mercado de trabalho, acessibilidades e as barreiras que alguns de nós encontram nos processos de seleçãoo das empresas, que são cada vez mais sofisticados. Para a maioria de nós, sobretudo quando estamos à procura de um emprego digamos "convencional", o processo normalmente inclui uma candidatura, o envio de um CV e talvez uma carta de apresentação, e por fim rondas de entrevistas. No entanto, esse já não é o paradigma para todas as empresas ou todos os processos de seleção.  Recentemente inscrevi-me em duas oportunidades para ganhar curriculo e talvez fazer algum dinheiro por conta própria e deparei-me com testes psicométricos. Ora, não foi a primeira vez que eu ouvi falar deste tipo de processo de seleção, pelo que perceho hoje passa-se por eles para se trabalhar até num call ce...

Deus salve - e guie - a Rainha!

Eu prometi que esta era a semana do marketing, mas não vou poder cumprir. Eu tento ficar fora de certos assuntos - politica - mas há notícias que me deixam a ferver - e não tem nada a ver com a Amazónia.

Hoje de manhã ouvi dizer que o sr. Brexit quer "suspender o Parlamento" para sair da UE como lhe apetecer. Ah, viva a Democracia, certo?

Um Primeiro-Ministro que não foi eleito quer pedir à Rainha de uma das democracias mais antigas do mundo para basicamente estender as férias até ao Halloween só para a Oposição não poder impedir que ele faça aquilo que convenceu a maioria - relativa - da população a aprovar com base em meias-verdades e fake news. Tudo correto, obviamente.

E o melhor? A população já está a abrir os olhos, já não sabe se quer realmente sair da UE - divórcio litigioso nunca corre bem - e está a pensar: "quem é que morreu e disse ao Boris que o país era todo dele?" (Acho que há por aí mais um povo ou dois a fazer perguntas semelhantes, mas não vamos entrar por aí...)


Na internet já se fala em "golpe de Estado" e "atentado à democracia", e com boas razões. Suspender o Parlamento é realmente o mesmo que suspender a democracia em si. E apesar de a democracia não ser perfeita, ela é o melhor que temos e garante a possibilidade de se fazer aquilo de mais próximo à vontade do povo que é possível.

Ora, o Parlamento Inglês - episódios insólitos à parte - funciona tão bem como funciona justamente porque - e eu não sei bem qual é o mecanismo, mas é dos bons - existe um equilibro de forças quase perfeito.

Quando se anula a Oposição digamos que o regime fica bem mais perto da autocracia do que da democracia. Pior, fazer isto uma vez abre um precedente para que qualquer Governo possa tomar uma decisão semelhante e impor uma ação com a qual o povo que representa não está necessariamente de acordo - isso é assustador.

Aliás, eu adorava saber quem é que no seu perfeito juízo criou um instrumento jurídico que torna tal coisa possível.

Atualjzação: Too late. Aparentemente a Rainha cedeu ao pedido do Tio Boris. Pessoalmente acho incompreensível, mas ainda não tive acesso aos argumentos.

Não se adivinham tempos fáceis para ninguém. Deus salve o Reino Unido e proteja a Democracia, que ela parece estar em perigo de extinção por esse Mundo fora.

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